Morre o diretor sueco Ingmar Bergman
Um dos maiores cineastas do século 20, Bergman, 89 anos, dirigiu mais de 40 filmes.
'Morangos silvestres', 'Cenas de um casamento' e 'O sétimo selo' estão entre seus longas.
Reuters
Sua morte foi "tranqüila e suave", segundo disse Eva Bergman à agência de notícias sueca "TT", que não informou nem a causa nem o momento exato do falecimento. O cineasta estava em sua casa, na ilha sueca de Faaro.
Bergman foi um dos fundadores da Academia Européia de Cinema, em 1988, e durante sua carreira, foi indicado ao Oscar nove vezes. Ele venceu a estatueta de melhor filme estrangeiro três vezes. O diretor sueco também foi premiado diversas vezes nos Festivais de Berlim e Cannes.
Trajetória
O diretor sueco começou sua carreira nos anos 1950 e dirigiu mais de 40 filmes, entre eles “Persona”, "Gritos e sussuros" e "Fanny e Alexander", que o elevaram ao status de um dos mestres do cinema moderno.
Nascido no dia 14 de julho de 1918 em Uppsala, ao norte de Estocolmo, Ingmar Bergman foi casado cinco vezes, teve nove filhos e sua vida privada o levou a ser alvo da atenção pública em vários momentos.
Bergman teve casamentos com mulheres belas e talentosas, além de várias relações amorosas com suas atrizes principais, dentre elas, Liv Ullman, com quem teve uma filha, Linn Ullman.
Ullman estrelou dez de seus filmes, entre eles "Cenas de um casamento" (1973), que explora os conflitos sexuais e psicológicos de um casal em crise.
30 anos depois, já separados, Bergman e a atriz voltaram a trabalhar juntos em "Saraband", que mostra a relação dos protagonistas de "Cenas" num outro momento, na terceira idade. "Saraband" foi o último filme de Bergman.
Ingmar Bergman exorcizou sua infância traumática por meio de obras-primas do cinema que exploraram a ansiedade sexual, a solidão e a busca por um sentido na vida.
A morte era um dos temas preferidos do diretor e estava presente em muitas de suas obras, como "Sétimo selo", em que um cavaleiro encontra a morte em pessoa e disputa com ela uma partida de xadrez que pode decidir seu destino. No longa, o cavaleiro é interpretada por Max von Sydow, um dos atores favoritos do diretor, com quem trabalhou em 13 filmes.
Em "Morangos silvestres", a morte também está presente. Aqui, um artista na terceira idade faz uma viagem para receber uma homenagem e aproveita o caminho para relembrar momentos e se despedir da vida.
Herança artística
O carinho que Bergman dedicava à morte e ao sexo como temas fizeram do diretor o maior ídolo do cineasta americano Woody Allen. Diversos filmes de Allen, tais como "Noivo nervoso, noiva neurótica", "A Última Noite de Boris Grushenko"
e "Memórias" fazem referência a filmes de Ingmar Bergman.
Numa homenagem feita a Bergman no 70º aniversário deste, Allen disse: "Sobretudo há Ingmar Bergman, que, tudo considerado, é provavelmente o maior artista do cinema desde a invenção da câmera cinematográfica".
Infância difícil
O pai de Ingmar Bergman, um pastor luterano que tornou-se capelão do rei da Suécia, costumava humilhar e surrar o filho, uma criança doente.
Bergman falou várias vezes do amor profundo que nutria por sua mãe, de seu hábito de refugiar-se em fantasias e de seu gosto pelo macabro.
Críticos atribuem os temas de repressão, culpa e castigo, constantes em sua obra, à educação rígida que o diretor teve em sua infância.
Em entrevista rara concedida em 2001, Bergman disse que durante toda sua vida ele foi atormentado e inspirado por demônios pessoais. "Os demônios são inúmeros, aparecem nos momentos mais impróprios e geram pânico e terror", disse ele na época. "Mas já aprendi que, se consigo controlar as forças negativas e atrelá-las a minha carruagem, elas podem trabalhar em meu benefício."
Nunca o vínculo autobiográfico ficou mais claro que em "Fanny e Alexander", que Bergman afirmou ser sua obra-prima como cineasta. Produzido em duas versões, de três e de cinco horas, o filme recebeu quatro Oscar em 1984, um deles de melhor filme em língua estrangeira.
"Fanny e Alexandre" é um panorama detalhado de uma família de classe alta de Uppsala nos anos que antecederam a 1ª Guerra Mundial. O garoto Alexander, 10 anos, e sua irmã Fanny, 8, são mental e fisicamente abusados por seu padrasto, o bispo local, inspirado no pai de Bergman.
O tímido e fraco Alexandre usa poderes sobrenaturais para vingar-se de seu padrasto de maneira sinistra. Em seus últimos anos de vida, Bergman dedicou-se ao trabalho de palco no Real Teatro Dramático de Estocolmo, demonstrando preferência por obras teatrais clássicas.
Reconhecimento internacional
O reconhecimento internacional pleno chegou para ele com "Sétimo selo", de 1956, ambientado na Idade Média em tempo de peste negra e mostrando um cruzado à procura de Deus e do sentido da vida que joga xadrez com a morte. O filme recebeu o prêmio do júri do Festival de Cannes em 1957.
Nos dez anos seguintes Bergman criou "Morangos silvestres", "O silêncio" (que incluiu uma cena sexual forte que provocou um choque com a censura sueca), "A fonte da donzela" e "Através de um espelho." Os dois últimos receberam o Oscar de melhor filme em língua estrangeira.
Em janeiro de 1976 ele foi preso durante um ensaio do Real Teatro Dramático por policiais à paisana, que o levaram para ser interrogado sobre suposta sonegação de impostos.
Ele não chegou a ser formalmente acusado, mas a humilhação que sentiu o levou a sofrer um colapso nervoso. Condenando publicamente à burocracia sueca, ele deixou seu país para viver um longo exílio artístico em Munique.
Em 1984, Bergman retornou ao Real Teatro Dramático com uma versão aclamada de "Rei Lear." No ano seguinte ele pôs fim a seu exílio auto-imposto e passou a produzir uma seqüência de obras clássicas no teatro nacional.
orreu hoje, dia trinta de julho, aos 89 anos o diretor suéco Ingrimar Bergman.
*Fiquei muito triste com a notícia, mas ele já estava bem velhinho e deixou um legado maravilhoso para a gente. Obrigada, Bergman!
*Hoje é meu último dia na Livrarias Curitiba, dia de despedida, seis anos guardados em um CD e uma caixa de papelão. E vamos em frente...
Sinto que viro uma página na minha vida e que tudo será novo a partir de agora.
Hoje também é aniversário da Renata: parabéns para ela.
Boa semana para todos!
segunda-feira, 30 de julho de 2007
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Sexo X Sapatos
As mulheres gostam muito menos de sexo do que os homens.
Um psicólogo sérvio disse que se as mulheres gostassem tanto de sexo quanto os homens, não teríamos saído das cavernas.
Hum, faz sentido.
Uma operadora gigante de cartões de crédito americana fez uma pesquisa recentemente, onde mais de 73% das mulheres responderam que passariam mais de um ano sem fazer sexo para no final receber um guarda-roupas completo com sapatos, casacos, roupas etc. Pesquisa sempre é complicado, as pessoas falam uma coisa e agem de outra forma. Poucas pessoas admitem que não gostam de tomar banho, escovar os dentes, ler ou que já dirigiram embriagados. Sempre existem desvios, ou seja, dá pra dizer que uns 80% de mulheres preferem roupas a sexo. Pergunta para um homem o que ele acha?
Eu perguntei: ele vai dizer que prefere tudo (você) sem roupas. :)
Bom, uma coisa eu sei, não gosto tanto de sapatos assim... hahahahaha.
Hoje chegou meu guarda-roupas novinho e quando os caras terminaram de montá-lo, caí no berrero. Toca o telefone e a Caren: - Por acaso você estava chorando?
Eu: - Claro que não (com voz embargada).
Sei lá, entupi o guarda-roupas de roupas e sapatos novos de executiva e passei minhas roupinhas pretas, pós-punk, punk, minúsculas e semi-nuas para o guarda-roupas, comprado no antioquário da Rua Riachuelo, no quarto ao lado.
Nova fase precisa de roupas mais sérias.
:)
Um psicólogo sérvio disse que se as mulheres gostassem tanto de sexo quanto os homens, não teríamos saído das cavernas.
Hum, faz sentido.
Uma operadora gigante de cartões de crédito americana fez uma pesquisa recentemente, onde mais de 73% das mulheres responderam que passariam mais de um ano sem fazer sexo para no final receber um guarda-roupas completo com sapatos, casacos, roupas etc. Pesquisa sempre é complicado, as pessoas falam uma coisa e agem de outra forma. Poucas pessoas admitem que não gostam de tomar banho, escovar os dentes, ler ou que já dirigiram embriagados. Sempre existem desvios, ou seja, dá pra dizer que uns 80% de mulheres preferem roupas a sexo. Pergunta para um homem o que ele acha?
Eu perguntei: ele vai dizer que prefere tudo (você) sem roupas. :)
Bom, uma coisa eu sei, não gosto tanto de sapatos assim... hahahahaha.
Hoje chegou meu guarda-roupas novinho e quando os caras terminaram de montá-lo, caí no berrero. Toca o telefone e a Caren: - Por acaso você estava chorando?
Eu: - Claro que não (com voz embargada).
Sei lá, entupi o guarda-roupas de roupas e sapatos novos de executiva e passei minhas roupinhas pretas, pós-punk, punk, minúsculas e semi-nuas para o guarda-roupas, comprado no antioquário da Rua Riachuelo, no quarto ao lado.
Nova fase precisa de roupas mais sérias.
:)
domingo, 22 de julho de 2007
Micophone
Postagem número 101
Recebi a frase abaixo de um novo amigo que conheci no Orkut:
Michel, O Pensador.
"Nunca foi a altura, nem o peso, nem os músculos que fazem uma pessoa grande.
Sempre foi e sempre será a sua sensibilidade e a sua capacidade de amar"
---------------------------------------------------------------------
Michel, O Pensador.
"Nunca foi a altura, nem o peso, nem os músculos que fazem uma pessoa grande.
Sempre foi e sempre será a sua sensibilidade e a sua capacidade de amar"
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segunda-feira, 16 de julho de 2007
O Rio de Janeiro continua lindo...
E a Katxerê mais ainda...
Muito bom fugir do frio da minha cidade e
passar um domingo na praia com minha amiga
Katxere. Passaram-se cinco longos anos sem que nos
encontrassemos nenhuma vez.
Essa vida passa ligeira e nem nos damos conta quanto tempo
passamos sem ver pessoas queridas que a distância afasta.
Muita história para contar.
Leo, o marido de Kat, ficou assustado com
o quanto falamos. Não parávamos mais de tagarelar e rir.
Rir da gente, não há nada melhor.
Na casa de Kat, que é paulista, encontro três gaúchos.
Eles realmente vão dominar o mundo.
Em Salvador tomei mais chimarrão que
àgua de coco. E no Rio, pasme: chimarrão de novo!
Chegando em Curitiba vou ter que comprar uma cuia e uma bomba.
Viciei.
Olha, entre gaúchos e paulistas a briga é boa.
Gaúchos são lindos, charmosos, inteligentes,
interessantes e mais discretos.
Paulistanos são mais assanhados e folgados de um jeito fofo.
Sem cerimônia eles ganham nosso coração.
Conheci vários gaúchos em Salvador e um em especial no meu último dia na minha festinha de despedida no Coco Bahia. Levei ele na Borracharia, um lugar que durante a semana é uma borracharia de verdade e apenas na sexta-feira à noite é uma danceteria.
O lugar é muito legal, a música é eclética demais para o meu gosto, mas o gaúcho ficou encantado. Ele havia morado algum tempo em Salvador e disse que nunca na vida tinha ouvido roque por lá.
As últimas vezes que estive no Rio,
foi pra visitar o Jones, a Bienal do Livro, a Biblioteca
Nacional e todas as livrarias e sebos que existem na cidade.
A melhor delas sem dúvidas é a Leonardo Da Vinci.
e o melhor sebo, disparado O Figaro.
Dessa vez não entrei em nenhuma livraria - confesso que
fiquei muito tentada, até nervosa, mas me controlei –
fui até lá com objetivos fúteis:
torrar minha grana e o cartão de crédito em roupas.
Senti-me a própria personagem do filme Uma Linda Mulher.
Ai que delícia! Sacolas, sacolas e cheques voadores a se perder de vista.
Tudo isso para comemorar o novo ciclo que se inicia em minha vida:
pedi demissão na sexta-feira. Seis anos de Livrarias e minha identidade
já se misturava com esse trabalho. Hoje em dia o nosso sobrenome é a empresa que trabalhamos. Somos o que fazemos e não o que somos. Bizarro, mas é fato.
Mudanças são bem-vindas. Ar fresco. Recomeço.
E para comemorar é muito bom encontrar velhos amigos.
Kat morou comigo em Londres. Em 1999.
Ela sempre me dá sorte. No dia que a conheci, encontrei também Rodrigo,
que foi o meu melhor namorado.
Em 2001, Kat veio me visitar em Curitiba. Nesse mesmo dia, tinha um encontro com o Jangada. Levei ela junto. Ai, vai comigo que eu estou com medo. O cara é um gato, mas é muito, muito grande. Até hoje me pergunto como ele entrava no meu fusca.
Uns quinze dias antes, eu estava esperando o Nelson Mota na charutaria do Hotel Bourbon. Escondida atrás de uma pilha de livros que peguei emprestado na Biblioteca Pública que fica na frente do hotel.
Ao meu lado o jornalista da Revista Top Magazine entrevistava um cara que era empresário de um lutador de boxe chamado Jangada.
- Esse lutador é muito diferente. Ele já venceu todas as lutas que participou até hoje, todas por nocaute. Ele é sofisticadíssimo, é branco, joga golfe, adora Platão, livros e charutos. Falava todo orgulhoso.
Eu não agüentei e soltei essa por trás da pilha: - só falta ser gay.
- Não, não sou.
Uma voz forte responde.
Ai, não acredito que ele ouviu o meu comentário infame. Ainda bem que estou protegida por esses livros...
Ele senta na minha frente e com aquela mão enorme pega a pilha de livros e começa a comentar um a um. Eu surjo vermelha, estava mortinha de vergonha por ter aberto a boca. Não sou dessas que costuma fazer piadinhas e interromper a conversa dos outros. Sei lá o que me deu.
E no dia que Kat aparece, recebo o seguinte telefonema:
- Oi, Cinthia, aqui é o Jangada. Tudo bom?
Oi, como você conseguiu meu número? Eu pedi pro dono da livrarias, o Augusto.
Fiquei imaginando o Augusto se empenhando pra conseguir meu telefone celular.
Eu não te liguei antes porque passei uns três dias no hospital depois da minha última luta. Fiquei com medo de te assustar, estava com a cara deformada, inchada e roxa. Ave, me deu uns quinze tipos de medo, fiquei imaginando o pobre do outro cara como ficou.
Combinamos de tomar um café e a Kat foi junto.
Ela o adorou, um gato, enorme.
Um dia ele me liga: amor, vou ter que sumir por uns tempos, você não quer ficar comigo no Rio?
O que foi que houve? Eu quebrei na porrada um jogador do Inter dentro do avião.
Ai, meu Deus. Porque você fez isso?
Eu estava na minha, ele me provocando e eu quieto. Juro. Ai ele pegou na minha careca, você sabe como eu odeio que peguem na minha careca, né?. Eu não aguento.
Ah, mas eu adoro pegar na sua careca, dar beijinhos...
Ahh, você pode. Mas macho, nem pensar. Ainda mais um jogador do Inter...
Ficamos lembrando dessas e outras histórias, o começo, o fim, as dela também, as novas que eu não sabia, as de nossos amigos.
Muito bom trocar lembranças com pessoas que fizeram parte delas, mais divertido do
que contar para quem não participou.
Kat, espero não ficar tanto tempo sem vê-la e que venham mais e mais histórias para gente rir juntas.
Para quem quiser conferir o blog dela:
http://katxere-medina.blogspot.com/




Muito bom fugir do frio da minha cidade e
passar um domingo na praia com minha amiga
Katxere. Passaram-se cinco longos anos sem que nos
encontrassemos nenhuma vez.
Essa vida passa ligeira e nem nos damos conta quanto tempo
passamos sem ver pessoas queridas que a distância afasta.
Muita história para contar.
Leo, o marido de Kat, ficou assustado com
o quanto falamos. Não parávamos mais de tagarelar e rir.
Rir da gente, não há nada melhor.
Na casa de Kat, que é paulista, encontro três gaúchos.
Eles realmente vão dominar o mundo.
Em Salvador tomei mais chimarrão que
àgua de coco. E no Rio, pasme: chimarrão de novo!
Chegando em Curitiba vou ter que comprar uma cuia e uma bomba.
Viciei.
Olha, entre gaúchos e paulistas a briga é boa.
Gaúchos são lindos, charmosos, inteligentes,
interessantes e mais discretos.
Paulistanos são mais assanhados e folgados de um jeito fofo.
Sem cerimônia eles ganham nosso coração.
Conheci vários gaúchos em Salvador e um em especial no meu último dia na minha festinha de despedida no Coco Bahia. Levei ele na Borracharia, um lugar que durante a semana é uma borracharia de verdade e apenas na sexta-feira à noite é uma danceteria.
O lugar é muito legal, a música é eclética demais para o meu gosto, mas o gaúcho ficou encantado. Ele havia morado algum tempo em Salvador e disse que nunca na vida tinha ouvido roque por lá.
As últimas vezes que estive no Rio,
foi pra visitar o Jones, a Bienal do Livro, a Biblioteca
Nacional e todas as livrarias e sebos que existem na cidade.
A melhor delas sem dúvidas é a Leonardo Da Vinci.
e o melhor sebo, disparado O Figaro.
Dessa vez não entrei em nenhuma livraria - confesso que
fiquei muito tentada, até nervosa, mas me controlei –
fui até lá com objetivos fúteis:
torrar minha grana e o cartão de crédito em roupas.
Senti-me a própria personagem do filme Uma Linda Mulher.
Ai que delícia! Sacolas, sacolas e cheques voadores a se perder de vista.
Tudo isso para comemorar o novo ciclo que se inicia em minha vida:
pedi demissão na sexta-feira. Seis anos de Livrarias e minha identidade
já se misturava com esse trabalho. Hoje em dia o nosso sobrenome é a empresa que trabalhamos. Somos o que fazemos e não o que somos. Bizarro, mas é fato.
Mudanças são bem-vindas. Ar fresco. Recomeço.
E para comemorar é muito bom encontrar velhos amigos.
Kat morou comigo em Londres. Em 1999.
Ela sempre me dá sorte. No dia que a conheci, encontrei também Rodrigo,
que foi o meu melhor namorado.
Em 2001, Kat veio me visitar em Curitiba. Nesse mesmo dia, tinha um encontro com o Jangada. Levei ela junto. Ai, vai comigo que eu estou com medo. O cara é um gato, mas é muito, muito grande. Até hoje me pergunto como ele entrava no meu fusca.
Uns quinze dias antes, eu estava esperando o Nelson Mota na charutaria do Hotel Bourbon. Escondida atrás de uma pilha de livros que peguei emprestado na Biblioteca Pública que fica na frente do hotel.
Ao meu lado o jornalista da Revista Top Magazine entrevistava um cara que era empresário de um lutador de boxe chamado Jangada.
- Esse lutador é muito diferente. Ele já venceu todas as lutas que participou até hoje, todas por nocaute. Ele é sofisticadíssimo, é branco, joga golfe, adora Platão, livros e charutos. Falava todo orgulhoso.
Eu não agüentei e soltei essa por trás da pilha: - só falta ser gay.
- Não, não sou.
Uma voz forte responde.
Ai, não acredito que ele ouviu o meu comentário infame. Ainda bem que estou protegida por esses livros...
Ele senta na minha frente e com aquela mão enorme pega a pilha de livros e começa a comentar um a um. Eu surjo vermelha, estava mortinha de vergonha por ter aberto a boca. Não sou dessas que costuma fazer piadinhas e interromper a conversa dos outros. Sei lá o que me deu.
E no dia que Kat aparece, recebo o seguinte telefonema:
- Oi, Cinthia, aqui é o Jangada. Tudo bom?
Oi, como você conseguiu meu número? Eu pedi pro dono da livrarias, o Augusto.
Fiquei imaginando o Augusto se empenhando pra conseguir meu telefone celular.
Eu não te liguei antes porque passei uns três dias no hospital depois da minha última luta. Fiquei com medo de te assustar, estava com a cara deformada, inchada e roxa. Ave, me deu uns quinze tipos de medo, fiquei imaginando o pobre do outro cara como ficou.
Combinamos de tomar um café e a Kat foi junto.
Ela o adorou, um gato, enorme.
Um dia ele me liga: amor, vou ter que sumir por uns tempos, você não quer ficar comigo no Rio?
O que foi que houve? Eu quebrei na porrada um jogador do Inter dentro do avião.
Ai, meu Deus. Porque você fez isso?
Eu estava na minha, ele me provocando e eu quieto. Juro. Ai ele pegou na minha careca, você sabe como eu odeio que peguem na minha careca, né?. Eu não aguento.
Ah, mas eu adoro pegar na sua careca, dar beijinhos...
Ahh, você pode. Mas macho, nem pensar. Ainda mais um jogador do Inter...
Ficamos lembrando dessas e outras histórias, o começo, o fim, as dela também, as novas que eu não sabia, as de nossos amigos.
Muito bom trocar lembranças com pessoas que fizeram parte delas, mais divertido do
que contar para quem não participou.
Kat, espero não ficar tanto tempo sem vê-la e que venham mais e mais histórias para gente rir juntas.
Para quem quiser conferir o blog dela:
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terça-feira, 10 de julho de 2007
Caso ou compro um NISSAN?
MURANO
http://www.nissanmurano.com.br/
X-TRAIL
http://www.xtrail.com.br/
SENTRA
http://www.nissan.com.br/nissansentra/
350Z
http://www.nissan350z.com.br/
X-TERRA
http://www.nissanxterra.com.br/
X-TERRA ECOTRIP
http://www.xterraecotrip.com.br/
FRONTIER
http://www.nissan.com.br/nissanfrontier/
PATHFINDER
http://www.nissanpathfinder.com.br/
http://www.nissanmurano.com.br/
X-TRAIL
http://www.xtrail.com.br/
SENTRA
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350Z
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X-TERRA
http://www.nissanxterra.com.br/
X-TERRA ECOTRIP
http://www.xterraecotrip.com.br/
FRONTIER
http://www.nissan.com.br/nissanfrontier/
PATHFINDER
http://www.nissanpathfinder.com.br/
Metamorfoses | Tradução de BOCAGE.
Ovídio
A ALMA DE JÚLIO CESAR MUDADA EM COMETA (Livro XV, 783-850)
Da tua morte, ó César, teve o mundo
Não duvidosos, tétricos presságios.
É fama que em fulmíneas, atras nuvens,
Tubas horrendas, armas estrondosas,
Duros clarins os pólos atroaram,
Do negro parricídio anúncios dando;
É voz geral também que o Sol tristonho
Um pálido clarão mandava à Terra,
Que nos ares arder se viram fachos,
E em chuveiros cair sanguíneas gotas;
De ferrugíneo véu surgir a Aurora,
De sangue o carro teu vir tinto, ó Lua.
Com dolorosos sons o mocho esquerdo
Lugares mil entristeceu de agouros,
Noutros mil o marfim se viu chorando.
Foram cantos, e vozes de ameaço
Sentidos nas florestas consagradas;
Aceita aos numes vítima não houve:
Feros tumultos, iminentes males
Vinham na rota fibra aparecendo;
Achou-se nas fatídicas entranhas
Decepada cabeça gotejante;
No foro, em torno aos templos, ante os lares
Os cães noturnos ulular se ouviram,
Roma tremeu, por ela andaram sombras.
Tolher o efeito de vindouros fados,
De medonha traicão tolher o efeito
Não puderam do Céu contudo avisos.
Entram punhais sacrílegos no templo:
Que teatro da bárbara tragédia,
Da ação nefanda, o teu Senado, oh Roma!
A alma Vênus, porém, baixando à cúria,
Entre os conscritos invisível pára,
Enquanto da perfídia os golpes fervem.
Eis de César o espírito arrebata
Sem dar tempo a que em ar se desvaneça,
Quer apurá-lo nos etéreos lumes.
Erguendo-o, vê que luz, vê que se inflama:
Ela o solta, ele voa além da Lua.
De acesa grenha, de espaçosa cauda,
No céu girando, resplandece estrela.
A ALMA DE JÚLIO CESAR MUDADA EM COMETA (Livro XV, 783-850)
Da tua morte, ó César, teve o mundo
Não duvidosos, tétricos presságios.
É fama que em fulmíneas, atras nuvens,
Tubas horrendas, armas estrondosas,
Duros clarins os pólos atroaram,
Do negro parricídio anúncios dando;
É voz geral também que o Sol tristonho
Um pálido clarão mandava à Terra,
Que nos ares arder se viram fachos,
E em chuveiros cair sanguíneas gotas;
De ferrugíneo véu surgir a Aurora,
De sangue o carro teu vir tinto, ó Lua.
Com dolorosos sons o mocho esquerdo
Lugares mil entristeceu de agouros,
Noutros mil o marfim se viu chorando.
Foram cantos, e vozes de ameaço
Sentidos nas florestas consagradas;
Aceita aos numes vítima não houve:
Feros tumultos, iminentes males
Vinham na rota fibra aparecendo;
Achou-se nas fatídicas entranhas
Decepada cabeça gotejante;
No foro, em torno aos templos, ante os lares
Os cães noturnos ulular se ouviram,
Roma tremeu, por ela andaram sombras.
Tolher o efeito de vindouros fados,
De medonha traicão tolher o efeito
Não puderam do Céu contudo avisos.
Entram punhais sacrílegos no templo:
Que teatro da bárbara tragédia,
Da ação nefanda, o teu Senado, oh Roma!
A alma Vênus, porém, baixando à cúria,
Entre os conscritos invisível pára,
Enquanto da perfídia os golpes fervem.
Eis de César o espírito arrebata
Sem dar tempo a que em ar se desvaneça,
Quer apurá-lo nos etéreos lumes.
Erguendo-o, vê que luz, vê que se inflama:
Ela o solta, ele voa além da Lua.
De acesa grenha, de espaçosa cauda,
No céu girando, resplandece estrela.
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